As Palavras Fugiram: Resenha: A Culpa é das Estrelas - John Green

Título Original: The Fault in Our Stars
ISBN: 9788580572261
Páginas: 283
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Onde Comprar: Fnac, Saraiva, Americanas, Casas Bahia, Extra, Ponto Frio, Cd Point
Avaliação:

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.


Já disse muitas vezes por aqui que não gosto de livros realistas, prefiro fantasia e sobrenatural. Para falar bem a verdade, evito de todo ler livros deste tipo, é uma inabilidade que eu tenho em ler livros em que sei que vou chorar.
Tenho a certeza que perdi muitos livros bons por isso, ainda bem que este não foi assim.

A Culpa é das Estrela (que vou carinhosamente apelidar de ACedE, obrigada) é um livro extremamente simples mas que causa milhares de emoções ao mesmo tempo.
Conta a história de Hazel Grace, uma garota de 16 anos que é paciente terminal desde os 13, mas no momento seu tumor encolheu um pouco, dando mais um tempo de vida para ela.

O livro é inteiro narrado por Hazel, em uma linguagem apropriada para a idade dela, você 'realmente' lê um livro escrito por uma garota de 16 anos, uma garota muito inteligente, mas a idade dela é obvia na maioria das páginas. Isso não quer dizer que ela é fútil ou alguma coisa assim, é só que ela usa o estilo de falar como os jovens atuais. O que deixa você ainda mais ligado a ela.

John Green escreve o livro sem se focar no câncer exatamente, ele está lá, presente em todas as páginas, mas a personagem principal não fica encolhida na cama esperando a morte. O que quero dizer é que você sabe do câncer, sabe o que vai acontecer, mas história não é sobre a doença, mas sim sobre Hazel, Augustus e Isaac, e não tem como deixar de torcer por eles.

Em certa parte você começa a entrar em pânico, onde está o final feliz que nos é prometido nos livros?
A questão é que esses finais não existem na vida real, e Green nos dá exatamente isso, a história real de Hazel Grace, uma história onde a vida acaba, as pessoas choram e os momentos pequenos podem ser preciosos. E eles são.

Adorei todos os personagens, a realidade deles é surreal, sua ironia e boa disposição apesar de tudo o que passam também.
Hazel nos ensina a ser fortes, tanta coisa pelo que ela passa e consegue ser forte porquê nós não conseguiríamos?


Na verdade, a resenha de uma amiga minha descreve muito melhor que qualquer uma que eu consiga fazer:

É difícil falar sobre esse livro. Eu gostei muito, mas não sei como explicar. John Green foi sensível e sincero o suficiente para escrever um livro leve sobre um tema delicado sem andar em círculos descrevendo o quando é triste ter um câncer ou amar alguém que tem. Hazel, Augustus e Isaac me ensinaram muita coisa.

Eu podia imaginar o final, mas não conseguia deixar de torcer por Hazel. Eu nunca estive diretamente ligada a um doente terminal, mas imagino que a família também sinta isso. Todos nós sabemos onde isso pode chegar, mesmo assim não perdemos a esperança. Aprendi com essa garota que você só sabe se é capaz de reagir quando precisa reagir. Hazel resume o que eu senti depois de ler A Culpa é das Estrelas com a frase: "Eu fiquei pensando no verbo lidar, e em todas as coisas não lidáveis com que se tem de lidar."

A história é contada de um jeito tão leve e verdadeiro que eu me senti tomando um grande tapa na cara. Enquanto eu escrevo isso, muitas pessoas estão por aí no lugar de Hazel, Augustus, Isaac ou de suas famílias. Eu não posso fazer nada. Ninguém pode. É assim e pronto.

Hazel me contou com bom humor e muitas ironias como é possível viver com algo que você acha que não pode suportar. Não é por acaso que Augustus a chama de guerreira em um determinado trecho.
Espero que um dia eu seja tão forte quanto Hazel. Ela buscou o seu melhor momento com uma confiança que pessoas mais privilegiadas não têm. Leiam, ela merece.

Por Renata Pelegrini

3 Comentários:

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