As Palavras Fugiram: Entrevista: Maud Epascolato

Nascida em 26 de maio de 1979 na cidade do Rio de Janeiro, Maud foi criada no município de Angra dos Reis, no sul fluminense. Leitora assídua e fã de romances policiais e de suspense, começou a escrever histórias de mistério aos 14 anos. Formada em Letras, Maud deixou a literatura por alguns anos para se dedicar a outras atividades, mas retornou por entender que é o que melhor sabe fazer.



Sempre gostou de escrever ou é um talento descoberto recentemente?
Eu tinha muita facilidade para escrever quando criança, pois lia muito, mas não pensava em ser escritora. Só comecei a escrever histórias aos 14 anos, depois que comecei a ler livros. Ou seja, já escrevo há 20 anos...rsrs


O que a levou a tomar a decisão de escrever um livro? Como surgiu a ideia para o tema?
Minha paixão por livros me impulsionou a escrever. Eu queria causar nos leitores aquela mesma sensação que os livros causavam em mim; eu queria inspirar encantamento, medo, tensão...
A ideia para o livro MEDO DO ESCURO surgiu depois de ler um livro de contos de Allan Poe. Eu amo esse autor e ele me inspirou muito. Foi depois de Allan Poe que passei a escrever contos.

O que mais a inspirou?
Minha principal inspiração são pessoas, suas incertezas, ansiedades, atitudes, medo... Qualquer coisa pode inspirar um escritor. Já me inspirei em sonhos que tive, em conversas com amigos, em letras de músicas, em uma imagem...

Fale um pouquinho sobre o seu livro :)

“MEDO DO ESCURO e outras histórias” conta com 9 contos de suspense que escrevi entre 1998 e 1999. O sobrenatural está presente nas histórias, afetando a sanidade dos personagens. As histórias trabalham as tensões e medos do ser humano, mas a narrativa não é pesada. É leve, mas tensa.

Foi necessária muita pesquisa para desenvolver seu livro?
Na verdade, MEDO DO ESCURO foi escrito sem nenhum tipo de pesquisa, o que não acontecerá com meus próximos livros.

Dos personagens que você criou, qual seu favorito?
Desse livro, gosto muito de Eloah Barbosa (de “Sangue na Janela do Vizinho”) e do personagem-narrador de “O Quarto de um Desconhecido. Os dois têm em comum a insanidade e a leviandade quando resolvem julgar os outros por atitudes que permeiam a imaginação deles.

Como foi o processo de publicação do seu livro? E qual foi o maior obstáculo para essa publicação?
Meu maior obstáculo foi minha falta de perseverança para continuar. Fiquei parada por 10 anos, até que um amigo leu um parágrafo de uma de minhas histórias e me falou para acreditar. Tirei meus textos da gaveta e comecei a investir meu tempo neles. O convite para a publicação foi rápido. Fiquei muito surpresa, mas agarrei a oportunidade. De repente, várias coisas começaram a acontecer ao mesmo tempo.

Quais os seus autores favoritos?
Tenho vários autores favoritos: Allan Poe, Agatha Christie, Dennis Lehane, Paul Auster. Atualmente estou descobrindo Dean Koontz e Stephen King. Dos nacionais, estou descobrindo preciosidades como Robson Gundim, Fabiana Cardoso, Edson Gomes, Adriana Vargas, M. J. Atalaia, Lycia Barros e Décio Gomes. Há alguns autores que ainda não foram descobertos pelo mercado solo, mas que já li e posso afirmar que fazem um ótimo trabalho: Gabriel Réquiem, Fábio Abreu, Lucas Odersvänk, Cristiane Broca, Glau Tambra, Marcelo Maropo e Pâmela Filipini.

O que acha dos blogs e sites literários?
Acho importante ter um canal de divulgação, e os blogs e sites de literatura fazem uma ponte firme entre o autor e o leitor. Isso é excelente. Ainda estou começando meu contato com os blogs, mas percebo um carinho grande e um respeito pelo meu trabalho, e isso é muito gratificante. Procuro sempre ser carinhosa com os blogueiros e leitores, pois sou grata pelo espaço que estou conseguindo na mente e no coração deles.

O que é fundamental para escrever um livro? Dê um conselho aos futuros autores ;)
É importante ler muito, pois não existe um bom autor que não goste de ler ou tenha preguiça. Ter paciência é fundamental, pois as coisas não acontecem com a rapidez que gostaríamos. Ter intimidade com a língua portuguesa é o mínimo que o autor precisa para conseguir expor e organizar suas ideias no papel. Ser perseverante para não se desmotivar com o primeiro “não” que ouvir. Saber aceitar as críticas como algo natural e importante para o crescimento da sua arte. Ser humilde para aceitar que seu texto não é maravilhoso e que pode ser melhorado sempre. E por último: escrever com graça é uma arte que pode ser aprendida, sim, mas o dom para colocar as palavras no papel é imprescindível para que o leitor sinta a emoção que a história quer lhe transmitir. A arte não nasce da noite para o dia. Treine bastante. Quanto mais se escreve, mas o texto se torna fluido e interessante.


Muito obrigada pela parceria e pela entrevista, muito sucesso sempre :)
Eu que agradeço o seu carinho, Marta. Espero que curta MEDO DO ESCURO e outras histórias. Aos leitores, mando um beijo e agradeço o carinho de todos. Tenho recebido algumas mensagens lindas e muito encorajadoras pelo Facebook e pelo e-mail. Embora meu livro ainda não tenha sido lançado, deixei um conto de degustação no Wattpad para quem quiser ler. Segue o link: http://www.wattpad.com/user/MaudEpascolato Beijos.

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