As Palavras Fugiram: Contos de Quinta #34

Hoje o conto é uma fanfic de Cavaleiros do Zodíaco, escrita pela Suellen Sotero, podem encontrar o fanfiction dela aqui e o Nyah! aqui :)


Nossos filhos



Aioros
O cavaleiro andava pelos arredores do Santuário fazendo a patrulha como antigamente. Começou a pensar na vida, agora que seu irmão estava bem e muito bem, não só no relacionamento, como tinha estruturado uma bonita família. E ai morava o seu problema.
Bem seu relacionamento com um cavaleiro não tinha firmado, ficou feliz por ele esta bem com o "maluco". E mesmo que levasse homens ou mulheres a sua cama não conseguia encontrar o que desejava.
- Estou parecendo o Miro. – riu. – Mas até ele está numa situação melhor do que a minha.
Caminhou mais um pouco até bater a armadura numa pedra. Uma vez por semana usava a armadura na ronda só para sentir... Como alguns diziam: "O gosto dos velhos tempos.".
Sentou numa rocha e olhou a escuridão do local. Voltou aos seus pensamentos à família, a instituição que tinha com o irmão. Mas Oria agora está "grande" e fazia uma falta ter alguém na sua casa ou no seu coração. Coração? Sim. Mesmo sabendo que era flertado por homens e mulheres, ainda queria curte um pouco a vida... Ou seria a segunda vida? Filho...
Parou de pensar na vida e escutou um choro. E pelo som, vinha detrás de si. Circulou a rocha e viu um menino. Apesar da pouca iluminação já que dependia da luz da lua, viu claramente que o menino além de estar sujo estava ferido.
- Olá! – o sagitariano falou.
Talvez nunca em sua vida esperasse uma reação daquela. Foi até engraçado e teve que conter o riso ao ver o menino se levantando e limpando as lágrimas.
- Você demorou. – falou o menino.
Estranhou as palavras dele, mas continuou no diálogo.
- Demorei? – Aioros o questionou.
- Sim. Anjo da guarda deve proteger as pessoas.
- Ah! Bem... Tive que fazer uma pausa sabe... Comer algo.
- Hum? – o menino tira uma folha de papel do bolso. – Encontrou ela?
Mostrou o desenho mal feito, Aioros pegou e examinou.
- Quem é ela? – talvez o cavaleiro nunca fosse adivinha o que esteja desenhado no papel.
- Bateu a cabeça?
- Teoricamente sim. – desconversou o cavaleiro. – Por isso eu me esqueci o que deveria fazer. Então vai me contar quem é ela?
- É a Manu.
- Manu? – já tinha ouvido aquele nome. – Vocês são irmãos? – o cavaleiro pensou que talvez o conhecesse ou era algum parente de um dos funcionários do Santuário.
- Não. Manu foi levada por um cara. E eu nem me despedi.
- Por quê? – ajoelhou-se diante do menino.
- Tava doente. Com cata... Aquela coisa que agente fica longe dos amigos.
- Hum... Sei. Catapora. Mas porque não veio de dia?
- Alô! – bateu na cabeça do cavaleiro de leve como se batesse numa porta. – Lembra que eu fugi do orfanato.
- Alô! – bateu na cabeça do menino da mesma forma que ele fez consigo. – Esqueceu que bati a cabeça.
- Acho que trocaram o meu anjo da guarda.
- Mas me diga. – viu o menino o fita curioso. – Porque fugir? Não deveria esperar uma família nova?
- Bem... – fitou os pés. – Eu queria ir com a Manu, mas fui com umas pessoas chatas. Manu é minha amiga. E... – mordeu os lábios. – O cara é legal.
- Acho que posso resolver isso. Mas...
- Mas...?
- Primeiro vamos cuidar dos seus machucados e amanhã eu o levo para ver a Manu.
- Não vai me enganar?
- Claro que não. – que menino desconfiado, pensou o cavaleiro.
- Eu não morri?
- Por quê? – que ideia maluca era aquela.
- Você vai me levar pra sua casa.
- Eu tenho dois empregos.
- Tem?
- Tenho. De dia sou humano. E de noite anjo.
- Hã!
O menino seguiu o cavaleiro olhando a armadura. Chegaram à entrada de Áries e ambos escutaram vozes de um dos cômodos. Aioros parou e o menino fez o mesmo, naquele instante viu as mãos dele suja de sangue. Talvez tentando chegar ao Santuário tenha se ferido nas pedras.
- Mano? – chamou o sagitariano.
- Estou indo Oros. – falou o leonino.
Ao ver Aioria se aproximando o menino segurou o fôlego, sabia que o leonino era o pai da amiga, viu mais outra pessoa. Ficou a observar a cena quieto.
- Boa noite, Aioros! – cumprimentou o ariano.
- Boa Mu. – voltou-se ao irmão. – Oria tem curativo?
- Fala sério, mal fez a ronda e já se acidentou.- falou o leonino. - Depois diz que eu sou o estabanado.
- Não é para mim. – apontou para o menino. – É para ele.
- Por Atena! – exclamou o ariano.
Mu se ajoelhou e pegou as mãos do menino que o olhou surpreso pelos sinais na testa. Nem percebeu que os curativos foram feitos e só voltou a realidade quando estava na cozinha comendo um sanduíche.
- Então veio atrás da Manu. – falou o ariano.
- Sim. – Caio olhava o cavaleiro intrigado. - Você é a mãe dela?
- Não eu sou o papai. – porque todas as crianças achavam que ele, Mu, era a mãe de Manu.
- Ah!
- E você qual é o seu nome?
- Caio.
- O famoso Caio.
- Não. – negou balançando a cabeça. - Eu não sou famoso.
- Bem ela esta dormindo e só amanhã você poderá vê-la.

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Pela manhã, o sagitariano acordou cedo e viu o pequeno dormindo ao seu lado. Ficou impressionado com a determinação do garoto e até feliz por ter alguém no seu lar. Suspirou triste ao saber que ele iria volta ao orfanato ou talvez aos pais adotivos.
Caio estava a muito tempo acordado e nem se atreveu a abrir os olhos com medo de que o sonho se desfizesse. Havia mentido para o tal anjo, mas não queria voltar ao orfanato e desejava do fundo do coração que ele, Aioros, ficasse consigo.
Como combinando, Aioria e Mu levaram a pequena Manu ao encontro do amigo. Ela fez questão de mostrar toda casa e contar tudo para ao seu melhor amigo. Aioros deve uma ideia maluca, afinal se seu irmão teve uma, porque ele não deveria ter a mesma ideia?
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Um mês depois...
Caio corria feliz pela sua casa nova. Aioros o olhava de longe enquanto o menino corria para brincar com as outras crianças do Santuário. Era sempre assim, quando terminava a lição da escola ou terminava de estudar, Caio corria pela casa e ia brincar, sem antes...
- Pai!
Aioros sorriu e abaixou se um pouco para receber um abraço e um beijo como todos os dias o seu filho fazia. O sagitariano assim como o menino descobriu que não necessitavam de muito para ser feliz. Bastava só ser uma pequena e feliz família.


E aí, o que acharam? Nunca assisti Cavaleiros, então não entendi o contexto inteiro :/
Contos de quinta é um espaço para divulgação de contos, poesias, textos em geral de blogueiros e escritores, (talvez um dia eu publique um conto meu, quem sabe? rsrs), Se você quiser ver seu texto publicado aqui é só me contatar por email clicando aqui ou enviando um email direto para aspalavrasfugiram@hotmail.com

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