As Palavras Fugiram: Entrevista: Salustiano Luiz de Souza

Salustiano Luiz de Souza nasceu em Itajaí-SC, radicando-se desde criança na cidade de Joinville-SC, onde reside atualmente. Leitor assíduo desde a tenra idade, possui formação acadêmica em Economia e Direito, com especialização nas áreas de Economia Industrial, Direito Empresarial e Direito Previdenciário. Com atuação profissional em diversas empresas, foi também professor universitário durante vários anos, lecionando nas áreas de Economia, Administração e Direito. Publicou diversos contos e artigos em jornais e periódicos. Atualmente exerce a profissão de advogado, tendo sido o fundador e hoje é sócio do escritório de advocacia Souza Postai Advogados Associados na cidade de Joinville-SC.



Sempre gostou de escrever ou é um talento descoberto recentemente?
Eu sempre gostei muito de ler. Desde criança “viajava” muito através da leitura. E sempre pensava em um dia escrever. Com o tempo passei a ter isso como meu projeto de vida. Agora estou conseguindo por em prática.


O que o levou a tomar a decisão de escrever um livro? Como surgiu a ideia para o tema?
A ideia dessa livro já me acompanha há muito tempo. Discutia muito com meus filhos e minha esposa e também com meus amigos. Sempre considerei um desperdício você morrer e perder tudo o que se aprendeu, o que se sentiu. Ficava (e ainda fico) imaginando uma forma de se fazer um backup do cérebro, para que outros possam aproveitar seus conhecimentos, suas experiências.


O que mais o inspirou?
Minha maior inspiração é a experiência de viver. Não vejo nada mais maravilhoso do que a vida, com todo o seu mistério e sua temporalidade. Outra fonte de inspiração é a curiosidade, os porquês da vida. Fico maravilhado com a capacidade de criação do ser humano, pena que a grande maioria não tem ciência do potencial que possui. E me inspira também essa busca incansável da eternidade, dessas duas questões fundamentais que ninguém sabe responder: De onde viemos e para onde vamos.

Fale um pouquinho sobre o seu livro.
Um famoso médico (Dr. Barnes) desenvolve pesquisas buscando poder transformar os dados do cérebro em arquivos e com isso poder manipular estes arquivos, com o objetivo de implantar tais dados em pessoas diferentes. Quanto mais vai aprimorando suas pesquisas, mais vai percebendo que isso é possível e vai se distanciando das pessoas, porque pretender passar os dados de seu cérebro para o de um paciente seu, mais jovem e sadio. Com isso, busca saciar um dos maiores desejos do homem, se tornar eterno, acreditando poder fazer isso indefinidamente. Para conseguir seu objetivo, não mede esforços e abandona a ética, passando por cima de coisas que lhe são muito caras, como o amor da namorada ou a amizade das pessoas. Conseguirá Barnes a tão sonhada eternidade? A que preço?


Foi necessária muita pesquisa para desenvolver seu livro?
Sim, tive de pesquisar muito, principalmente os procedimentos médicos, a anatomia e a forma de funcionamento do cérebro. Também me ajudou a entender o funcionamento do cérebro um livro do Dr. Miguel Nicolelis, que desenvolve pesquisas em cérebros de animais na Universidade de Duke, Estados Unidos. Conversei com alguns médicos sobre procedimentos cirúrgicos e pesquisas médicas, e tive uma especial ajuda de um amigo, o cirurgião plástico Dr. Eduardo Missias, que prefacia meu livro.


Dos personagens que você criou, qual seu favorito?
Todos os personagens que criei possuem suas próprias características e tentei colocar no livro um pouco da personalidade de cada um, expressa na forma de falarem ou pensarem. Sem dúvida o meu favorito é o Dr. Barnes, pois foi sua curiosidade que o levou a desenvolver a pesquisa e tentar ser eterno. Desde o começo me identifiquei muito com ele por causa dessa busca incessante pelo conhecimento. Muito interessantes também são outros dois personagens, a Dra. Lourdes, médica namorada do Barnes, porque é muito meiga e sensível, e James, que ajudou Barnes na parte de programação, pois é um rapaz muito idealista.


Como foi o processo de publicação do seu livro? E qual foi o maior obstáculo para essa publicação?
O processo foi muito simples, meu filho Jean Postai publicou no ano passado um livro chamado “O Advogado da Vida” (não querendo ser pai coruja, mas um excelente livro, por sinal), então ele praticamente abriu o caminho, eu apenas segui as dicas dele e lancei o meu livro pela mesma editora (Novo Século).


Quais os seus autores favoritos?
Gosto de vários gêneros e principalmente de livros que me deixam marcado e me fazem ficar pensando neles por um bom tempo, como Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago; Por quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway; O Advogado do Diabo, de Morris West (nada a ver com o filme homônimo); O Anjo dos Esquecidos, de Konsalink ou A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. Gosto também do sabor picante de Jorge Amado e da leveza alegre do Luiz Fernando Veríssimo.


O que acha dos blogs e sites literários?
Vejo com bons olhos a iniciativa dos blogs e sites literários, pois traz a tona a discussão sobre estes tesouros escondidos que chamamos de livros. Na era da internet e da velocidade quase da luz é interessante que muitas pessoas estão descobrindo o prazer de ler graças à indicação destes sites. Com isso sinto que este prazer de “saborear” um livro vai continuar existindo por um bom tempo.


O que é fundamental para escrever um livro? Dê um conselho aos futuros autores.
Tenacidade, perseverança e disciplina. Isso é tudo. Mesmo que às vezes você ache que está escrevendo uma grande porcaria, vá em frente.

Obrigado Salustiano pela paciência. Gostou? Deixe um comentário, futuro escritor ;).

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